quinta-feira, 15 de setembro de 2011

No quarto

Trancado,
No quarto, sentado
Noite, linda, terna
De beleza eterna
Sobre meu telhado
Gotas se chocam
Sem dó nem piedade
Sinto na pele
O frio que para a cidade
E seu perfume que cala
Me invade o corpo
Como a Lua que venero
Sim, a minha musa
Que canta, grita me fala
Sem deixar-me ouvi-la
Sem ouvir minha suplica
Para que entre as nuvens
Não desapareça
Não desapareça!
Pois és tu,
A Luz que me guia
Nessa vasta nébula
Obscura de uma paixão
Que cega-me os caminhos
Os sentidos, os sentimentos
Fazendo-me esquecer
Por onde deveria eu sair
Se é ainda que existe uma saída...





Ec Sotero



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